







































Laboratório de estudos de literatura e cultura da Belle Époque
LABELLE - Laboratório de estudos de literatura e cultura da Belle Époque foi criado em maio de 2015, no Instituto de Letras, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Os participantes são pesquisadores de diferentes instituições de ensino e pesquisa e com perspectiva interdisciplinar. apresentação →
Assista aos seminários e palestras do LABELLE no Youtube
ATUALIZAÇÕES
- 16Ago
-
João do Rio [Paulo Barreto] por Graciliano Ramos
“Paulo Barreto, cronista admirável, tradutor de Oscar Wilde, redator da Gazeta de Notícias, defendia Portugal, cortava os cabelos à escovinha, para evitar possíveis indiscrições raciais, e era membro da Academia Brasileira de Letras. Não foi propriamente uma glória nacional. Nunca fez discursos na Câmara, não praticou ações notáveis, não deixou uma daquelas frases decisivas que atravessam os séculos e imortalizam um homem. Como escrevia bem, teve um reduzido público e está hoje meio desconhecido. As suas obras não se exibem nas vitrinas onde avultam numerosos livros estrangeiros e a abundante literatura indígena posterior ao modernismo. Sabemos perfeitamente que é autor do bebê de tarlatana rosa, mas vários dos cidadãos que, no concurso da Revista Acadêmica, acharam esse conto um dos melhores do Brasil não o leram. Paulo Barreto, falecido há pouco tempo, desfruta uma reputação bastante moderada. Por isso a homenagem que lhe tributaram é modesta; ofereceram-lhe uma rua curta” (Graciliano Ramos [ago 1940], in Linhas tortas. 11ª. ed. Rio de Janeiro; São Paulo: Record, 1984 p.208)
O LABELLE anunciaSeminário JOÃO DO RIO no século XXI: das ruas, das letras e da(s) arte(s)
Dias: 28, 29, 30 de setembro e 01 de outubro.
Assista em: http://bit.ly/labelleuerjnoyoutube
- 23Jul
-
O LABELLE prepara homenagem a JOÃO DO RIO

Paulo Barreto (João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto; pseudônimo literário: João do Rio), jornalista, cronista, contista e teatrólogo (1881-1921).
Foto publicada em FON-FON!: semanario illustrado. Rio de Janeiro, p. 11. 13 fev. 1909“Para que fingir lágrimas e escrever sonetos contando velhas coisas líricas que já se não usam e sabem tanto a recantos de antigas bibliotecas? A vida fez a renovação de todas as figuras estéticas, dos velhos moldes literários. A paisagem com a vegetação dos canos das usinas, as sombras fugitivas dos aeroplanos e a disparada dos automóveis, os oceanos sulcados rapidamente, desventrados pelos submarinos, os dramas que esses ambientes novos dão às cidades cortadas de aço, cachoeirando por cima, por baixo em borbotões, as multidões apressadas, a exibição do luxo, a nevrose do reclamo em iluminação de mágica, os negócios, o caráter, as paixões, os costumes, em que o sentimento das distâncias desaparece, o crescente esmagamento do inútil, a flora formidável do parasitismo e do vício, o amor, a vida dos nervos centuplicada, obrigam o artista a sentir e ver de outro feitio, amar de outra forma, reproduzir de outra maneira. Faz-se um poema de maravilha visível e de emoção aguda vendo uma fábrica”.
Discurso de posse de João do Rio [Paulo Barreto], na ABL em 1910.
Disponível em: https://www.academia.org.br/academicos/paulo-barreto-pseudonimo-joao-do-rio/discurso-de-posse
- 13Mai
-
Múltiplas faces de Lima Barreto
Para lembrar LIMA BARRETO no seu dia
https://aterraeredonda.com.br/multiplas-faces-de-lima-barreto/
Exibindo de 10 a 12, de um total de 26 registros


